domingo, 28 de março de 2010

Uyuni – Bolívia

Uyuni – Bolívia, Quinta-Feira, 25 de Fevereiro de 2010.

Por volta de 08:00h da manhã, chega Deco nos chamando. Acordei pensando está num hotel cinco estrelas, mas quando olhei bem para os lados identifiquei que era o Terminal Ferroviário. Despertamos um pouco torto, uma dorzinha ali, outra aqui e o chão muito frio. Deco foi até a bilheteria informar sobre o trem que ia para Oruro, voltou com a informação de que os recepcionistas da bilheteria só iam ter notícias se o trem ia partir ou não as 12:30h. Deco voltou para o Hotel onde estava Maíla e nós juntamos as coisas e fomos para a bilheteria, fazer plantão até as 12:30h. Cansados fisicamente e de tanto esperar, com fome e loucos por uma ducha (o último banho foi nas águas termais), fomos procurar um lugar para tomar café da manhã. Voltamos para o terminal e o recepcionista da bilheteria veio novamente nos informar que o horário que ele ia nos passar a informação mudou, seria as 14:30h. Ficamos indignados com tanta informação falsa, estávamos exaustos de esperar e sempre que aproximava o horário, a informação era adiada. Decidimos partir em direção a estação rodoviária, que parecia mais uma feira, e lá encontramos na empresa Cruz Del Norte (Bs 150,00), passagem direto para La Paz, mas fomos informados que a estrada não estava boa, estava chovendo muito e os ônibus estavam atolando. Cansados do terminal ferroviário, compramos a passagem de ônibus. O horário de partida era 20:00h. Voltamos para a praça e fomos para a Lan House, enquanto estávamos navegando na internet, encontramos dois integrantes que estavam no carro do Embreagem, no passeio do Salar de Uyuni. Ariel (Argentino) e Trilce (Peruana), Ariel estava de partida, Trilce por coincidência tinha comprado passagem para La Paz na mesma empresa, no mesmo horário e no mesmo ônibus que nós, ficamos navegando e de repente surge outro amigo, o Tiago (Campo Grande), estava chegando de La Paz, contou horrores da estrada e logo partiu, ele ia para o Salar de Uyuni. Fomos almoçar num restaurante ali mesmo na praça. O restaurante era agradável, a comida era boa, aproveitamos e usamos o banheiro já que a cidade ainda estava sem água, ficamos ali enrolando um pouco, assistindo TV, depois fomos andar pela cidade para passar o tempo. Mas o tempo não passava e nós três fomos novamente para a Lan House, navegamos muito e novamente mais um encontro, a Lan House era o ponto de encontro em Uyuni, chegaram lá Peter e Katharina (Alemães), estavam acompanhados por duas Uruguaias Chelle e Leone, que fizeram o passeio do Salar juntos. Todos iam partir para La Paz também, mas em ônibus diferentes. Quando compraram o pacote para o Salar já reservaram a passagem para La Paz, coisa que não fizemos por não termos tido essa orientação. Navegamos um pouco na internet e fomos jantar para poder viajar tranquilo. Fomos a uma pizzaria que fica no interior do Hotel Toñito, indicação do Peter, lugar perfeito e super agradável, pizza deliciosa. Comemos muito bem nos despedidos da galera que iam em outro ônibus e fomos para o terminal. Chegando lá esperamos o ônibus encostar e embarcamos, primeiro ônibus com banheiro na Bolívia. Seguimos viajem, paramos por volta de 22:00h para descansar a estrada era horrível e muito perigosa, tomei um sonrisal, não estava passando bem. Quando deu 02:00h da manhã o ônibus para no meio do nada, desliga os faróis, o motor e o motorista foi dormir. A estrada estava impedida, havia outro ônibus atolado a frente e ninguém conseguia passar. Acordei passando mal, a pizza parecia está pulando dentro da minha barriga, daí vi que esse efeito com a mistura de pizza, cerveja, ônibus balançando em virtude da estrada ruim e altitude não é legal. Tive que usar o banheiro fedorento do ônibus e vomitar, já era a janta, após isso fiquei pronto pra outra. Dormimos até o amanhecer, despertamos e descemos do ônibus, ainda estávamos parados ali a espera de tirarem o ônibus atolado que estava impedindo a passagem. Enquanto dava uma volta lá fora encontramos novamente o Peter, ele nos contou que a empresa não tinha reservado as passagens pra ele, que arrumaram de última hora e direto para Oruro, lá iam ter que comprar outra passagem para La Paz. Ainda nos contou que o ônibus dele era horrível também, baita sacanagem. Estrada desimpedida, seguimos viajem ao estilo caminhão carregado de porcos novamente, com a estrada totalmente acidentada e com muito barro o motorista parecia querer recuperar o tempo perdido, pisava sem dó. Num certo momento, atolamos ao passar dentro de um rio, mas o motorista conseguiu desatolar e seguimos viajem. A previsão de viajem era 16 horas, mas levamos 25 horas dentro do ônibus com o banheiro podre, a galera fedendo por que esse já era o terceiro dia sem água na cidade e sem banho. Tava triste a situação, mas conseguimos chegar seguros no terminal rodoviário de La Paz.

sábado, 20 de março de 2010

Salar de Uyuni - Bolívia

Salar de Uyuni - Bolívia, Segunda, Terça e Quarta-Feira, 22, 23 e 24 de Fevereiro de 2010.

Muito frio na madrugada, fomos à busca de um Hostel, éramos seis pessoas, todos os Hostels estavam cheios ou não havia habitações para seis, somente dois ou três. Dividimos-nos em três duplas e fomos buscar habitações em Hostels distintos. Marcamos de nos encontrar na praça central, próximo ao relógio. Encontramos nosso Hostel, pagamos caro pelo horário que procuramos, Bs 50,00 para dormir de 02:00h as 08:00h da manhã, horário este combinado para encontrar os Chilenos e os Cariocas para procurarmos uma empresa turística e fecharmos juntos o pacote para o Salar de Uyuni. Reunidos, fomos pesquisar em algumas empresas, fomos a Tito Tours, quando estávamos quase fechando o passeio chega um rapaz e fala que o motorista/guia não ia poder nos levar, ele estava de ressaca. Na noite em que chegamos havia festa por todos os lados da pequena cidade de Uyuni, enquanto procurávamos o Hostel, cruzávamos com pessoas bêbadas em todas as partes da rua. Encontramos a empresa Turismo Relâmpago, conseguimos fechar por U$ 85,00 por pessoa. Dava-nos direito de três dias no deserto com café da manhã, almoço, janta, hotel, motorista e guia. Fechamos e fomos tomar café da manhã enquanto esperávamos chegar o horário de partida, tomamos um chá de coca para aliviar um pouco da dor de cabeça, compramos comida e água. Andamos pela pequena cidade e tiramos algumas fotografias. Retornando ao local de partida, conhecemos nossa Toyota Land Cruiser 4x4 e nosso guia Edson, muito divertido e profissional, há seis anos levando turistas ao Salar de Uyuni. Seguimos para o cemitério de trens, utilizados por empresas de mineração, todo o comboio de trens parou com o colapso do minério local em 1940, segundo nosso guia Edson. Voltamos a Uyuni para buscar nossa comida e seguimos rumo ao Salar de Uyuni. Visitamos um museu de sal, fomos ao Salar de Uyuni, paisagem perfeita, tudo branco, em áreas que havia água refletiam as montanhas e as nuvens ao fundo, coisa de cinema. Enfrentamos chuva e sol, calor e frio, em nosso carro não havia limpadores de parabrisa. Para completar, durante a travessia no Salar, furamos um pneu. Seguimos viaje e paramos na Isla del Pescado para almoçar, tínhamos um convidado ilustre para o almoço, um avestruz. Após o almoço fomos caminhar pela Ilha, pagamos Bs 15,00 para entrar na ilha. Cheia de cactos e com paisagens lindas. Voltamos para o Salar, nos divertimos tirando algumas fotos com efeitos até sermos convocados a seguir viajem pelo Edson. Fomos para o Hotel, muito frio à noite no deserto e para tomar banho quente tinha que pagar Bs 10,00 por que a ducha era a gás. De tanto tirar fotografias, precisávamos carregar as baterias da máquina, para isso nos cobraram Bs 5,00 por que a energia era regrada. Jantamos e enquanto a galera já estava dormindo, Jonathan, Héctor e eu ficamos jogando Uno até tarde. Despertamos, jogamos as malas em cima da nossa 4x4, tomamos café e seguimos viaje ao deserto. Devido às chuvas, muita água e barro nas estradas, o carro quase atolando, mas Edson, muito profissional conseguiu nos tirar dessa enrascada, mas o carro que seguia viaje próximo a nós, que era nosso carro auxílio, necessário para ajudar um ao outro em caso de problemas, atolou no barro, e ao tentar desatolar danificou a embreagem. Muito profissional e agora apelidado de Embreagem, o guia que transportava três Francesas (nomes complicados, só me recordo da Melani), um Americano (Jeff), Um Argentino (Ariel) e uma Peruana (Trilce), segui a viajem inteira pelo deserto sem embreagem, muito profissional, só estacionava o carro em descidas por que já tinha que ligar o carro engatado, era muito engraçado também. Seguimos pelo deserto, visitamos o Vulcão Ollague, vimos os flamingos e almoçamos. Seguimos viajem para as lagunas Hedionda, Cañapa, Chiakota e Honda. Seguindo fomos conhecer a famosa Arbol de Piedra, paisagens perfeitas, ao fundo a montanha de sete cores, tiramos algumas fotos e seguimos para a Laguna Colorada, Bs 30,00 para ingressar. O hotel ficava bem próximo a laguna, chegamos ao hotel e fomos caminhando para a laguna enquanto era preparado nosso jantar. Novamente tivemos que pagar Bs 5,00 para carregar as baterias e nesse dia uma novidade, não tinha chuveiro no hotel e muito menos água quente para tomar banho. Ficamos sem tomar banho, jantamos e juntamos as duas galeras e jogamos uno, tomamos um vinho, conversamos, trocamos informações e fomos dormir. Despertamos as 04:30h da manhã, fomos em direção aos Gêiseres, ar quente com cheiro de enxofre saindo do chão, poças com água borbulhando, muito interessante. Fomos para águas termales, apesar de muito frio, caímos na piscina feita de pedras com água quente natural, já que não tínhamos tomado banho no dia anterior, essa era a nossa oportunidade. Tomamos café da manhã, e seguimos para a belíssima Laguna Verde com o vulcão Licancabur ao fundo. Paisagem linda. A 15 minutos da Laguna Verde estava à fronteira com o Chile, ponto final para nossos amigos Héctor e Daniela que partiram para casa, Santiago. Nós voltamos para Uyuni. Despedimos-nos ali e seguimos viajem para Uyuni. Chovendo, com muito barro, sem limpador de parabrisa, e com o Edson morrendo de sono, eu ia ali ao lado como um co-piloto, conversando e oferecendo água para ele não dormir. Chegamos até nossa última parada para almoçar, descansamos um pouco e esperamos a chuva passar. Ao seguir, encontramos uma moça debaixo de chuva, chorando, com umas caixas de roupas e uma TV, ela estava pedindo carona até Uyuni, dizia que era uma emergência, como os Chilenos haviam ficado na fronteira, levamos a moça. Para completar a viajem, mais um pneu furado, e dessa vez não tínhamos mais step. Um amigo do Edson, outro guia, parou e emprestou o step e foi embora rapidamente, quando fomos colocar a roda no local os furos eram diferentes. Mas graças ao embreagem que esteve sempre conosco, parou e nos emprestou seu step. Esse sim serviu. Continuamos sonolentos até nossa última parada para descansar em San Cristobal, no mercado municipal, ali compramos água e coisas para comer. Chegando de volta a Uyuni. Despedimos-nos do nosso guia, e seguimos direto para o terminal rodoviário tentar comprar passagem para La Paz, chegando lá, tudo esgotado, tentamos comprar para Oruro, esgotado também. Quando fechamos o pacote para o Salar, já poderíamos solicitar as passagens para La Paz na própria agência turística, mas a senhora não nos orientou sobre essa possibilidade. Não queríamos ficar mais em Uyuni, até mesmo por que a cidade estava sem água e nosso último banho foi nas águas termales. Lembramos que poderíamos ir de trem e fomos até a estação ferroviária, chegando lá a bilheteria só ia abrir 00:00h. Os cariocas foram buscar um hostel para ficar e Jonathan e eu fomos jantar. Terminando de jantar fomos novamente para o terminal ferroviário, na esperança de comprar a passagem e ir até Oruro no trem que estava previsto sair as 01:00h, mas quando deu 23:30h, o responsável veio nos comunicar que a ferrovia estava bloqueada por causa das chuvas e que não iria sair trem aquela noite. Com essa notícia saímos do terminal ferroviário e fomos buscar um Hostel para passar a noite, todos os Hostels estavam cheios, rodamos a cidade inteira, e quando encontramos um quarto que tinha dez camas com duas vagas apenas decidimos procurar mais, ao ver que não iríamos encontrar outro, retornamos ao Hostel das duas vagas e as mesmas já haviam sido preenchidas. Pensamos onde poderíamos dormir e nos veio em mente: O terminal ferroviário. Chegamos lá, encontramos um cantinho, nos acomodamos e ficamos jogando uno, fizemos amizade com outros três chilenos, Francisco, Diego e Hermann. Fizemos uma roda de uno e enquanto jogávamos lembrei que eu tinha em minha mochila um litro de whisky, Jonathan tinha energético e Hermann também tinha outro energético. Pronto, fizemos do terminal ferroviário nosso hotel cinco estrelas. No terminal havia um bar, com uma mesa de sinuca, bebemos o whisky e jogamos sinuca até o horário do trem dos Chilenos, 04:00h, o trem que ia para Avaroa-Ollague, divisa entre Chile e Bolívia, não tinha impedimentos como o trem que ia para Oruro. Seguiram viajem normalmente. Enquanto nós encontramos uma escada no terminal, subimos para o segundo andar, nos abrigamos e nos acomodamos ali mesmo.

domingo, 14 de março de 2010

Potosí - Bolívia

Potosí-Bolívia, Domingo, 21 de Fevereiro de 2010.

Despertamos, fizemos o check-out no Hostel e fomos diretamente para o terminal rodoviário, compramos passagem para Potosí, na empresa Trans Villa Imperial, pagamos a quantia de Bs 15,00. Saindo as 10:00h da manhã. Peter e Katharina seguiram para Tarabuco. Encontramos nossos amigos cariocas dentro do ônibus e seguimos viajem juntos. Viajem tranquila, estrada era toda pavimentada, inédito até o momento. Chegamos ao terminal rodoviário de Potosí por volta de 13:00h, o terminal parecia recém inaugurado, estava novinho e nem parecia que estávamos na Bolívia. Em Potosí, a 4.080m de altitude, muito soroche, era difícil caminhar pelas ladeiras da cidade, a respiração era difícil. Seguimos direto para o lugar onde são as saídas para Uyuni, tomamos um taxi (Bs 10,00), que nos deixou no local exato. Existem vários escritórios oferecendo passagem para Uyuni, enquanto pesquisávamos valores, conhecemos um casal de Chilenos, Daniela e Héctor. Juntaram-se a nós e como éramos seis pessoas, conseguimos fechar com a empresa Trans American por Bs 25,00 por pessoa. A recepcionista não satisfeita por termos implorado por um preço mais baixo, quis nos oferecer as cinco últimas poltronas e uma à frente, sem saber o motivo da insistência solicitei as duas últimas poltronas de um lado, e as últimas poltronas do outro lado e duas à frente. Esperamos o horário de saída e fomos conhecer o ônibus. Quando entramos no ônibus, descobrimos o motivo da insistência, a última poltrona no final do corretor era um banquinho de madeira. O ônibus tinha mau cheiro internamente, as poltronas eram próximas uma da outra, apesar de ser semi cama não inclinavam corretamente. Fomos almoçar e caminhar pela cidade até o horário de partida. Conhecemos um restaurante muito bom, chamado El Fogon. Experimentamos carne de llama, a carne é gostosa. Andamos pela cidade, conhecemos o famoso Estádio Monumental Victor Augustin Ugarte, casa da equipe Real Potosí, tiramos algumas fotografias e retornamos para o local de saída para Uyuni. Seguimos viaje a Uyuni, no banquinho de madeira que a recepcionista quis nos vender, sentou um senhor que carregava com ele uns sacos, não cheirava bem.  Estrada horrível, a beira de penhascos, o motorista acelerava muito, parecia que tava carregando porcos, as mochilas caíam em cima dos passageiros, parecia que ele era obrigado a passar só dentro de buracos, seguimos assim durante 07:00h de viajem até chegarmos a Uyuni 01:00h da manhã.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sucre - Bolívia

Sucre-Bolívia, Sábado, 20 de Fevereiro de 2010.

Seguimos em direção ao Hostelling International Sucre, fomos caminhando, o Hostel ficava a 150m do terminal de ônibus de Sucre, chegando lá só havia dois quartos compartilhados com a capacidade para seis pessoas cada um, mas só havia duas vagas em um quarto e duas no outro. Assim os cariocas André e Maíra resolveram buscar outro hotel. Enquanto nós e os alemães resolvemos ficar no Hostel. Combinamos com os cariocas de nos encontrar na Plaza 25 de Mayo as 11:00h da manhã para poder ir conhecer a cidade. Os alemães seguiram para o quarto deles e Jonathan e eu para o nosso. Chegando ao quarto junto com o recepcionista, havia quatro hospedes americanas dormindo totalmente a vontade, pareciam estar em casa, uma dormindo com os seios a mostra, bolsas abertas jogadas ao chão, calcinhas e absorventes visíveis, roupas para todos os lados, um verdadeiro “ninho Americano”, o recepcionista disse que elas chegaram muito tarde e pareciam ter tomado umas. Enquanto nos acomodávamos no quarto, apenas uma das garotas acordou rapidamente e nos cumprimentou: “Good Morning!”, mal fechou a boca e virou para o lado e caiu no sono novamente. Começamos a arrumar nossas coisas no armário para podermos dormir, e de repente levanta outra garota só com sua roupa íntima e vai ao banheiro na maior tranquilidade, não se importando com a nossa presença e nós muito menos com a presença delas. Bom, fomos dormir. Acordamos cedo, saímos e deixamos as americanas em seu ninho, dormindo profundamente. Encontramos com Peter e Katharina e fomos tomar café da manhã numa padaria bem próximo ao Hostel, onde experimentamos as famosas Salteñas. Após o café da manhã, seguimos para a Plaza 25 de Mayo para encontrar os cariocas, enquanto esperávamos chegar o horário combinado, fomos conhecer o Mercado Municipal de Sucre, onde se vende de banana a papel higiênico ao ar livre. Conhecemos o Museo da Arte Indígena, Casa da Libertad, Sede do Poder Judiciário e outros. Encontramos os cariocas e perdemos os alemães no Mercado Municipal e decidimos seguir para o Parque Cretácico, o taxista nos cobrou Bs 30,00 e fomos de coletivo por Bs 2,00. A entrada para o Parque Cretácico custou Bs 30,00 mais Bs 5,00 para poder fotografar. Com guia falando español e inglês. Muito interessante e organizado. Saindo do Parque, fomos consultar um taxista sobre o valor para nos levar até Las Siete Cascatas (8km), o primeiro taxista nos cobou Bs 100,00 e o segundo Bs 80,00 só para nos levar e deixar lá, agradecemos e enquanto esperávamos o coletivo chegou outro taxista, um senhor com quase uns 45 anos perguntando pra onde queríamos ir, ao falarmos o destino ele nos cobrou Bs 60,00 e quando falamos que só pagaríamos Bs 50,00 ele disse: “adelante, vamos!”. Entramos no taxi e fomos conversando, ele era Chileno, da cidade de Antofagasta, mora na Bolívia há 35 anos e torce pelo Boca Juniors da Argentina, depois disso percebi que ele era todo errado. A estrada era super perigosa e ele com o pé bastante quente, tava num bafo de cachaça tremendo, o pessoal dentro do taxi já estavam apreensivos. Estava muito quente e quando eu perguntei se havia algum lugar para comprar cerveja ele se empolgou, apesar de não ter nenhum bar até o destino, ele parou em três residências perguntando se não tinha cerveja para vender. Ele esperava que eu fosse comprar uma pra ele também. Chegando ao destino conseguimos negociar para que ele nos esperasse, ele topou. Deu-nos uma hora para fazer a trilha até as cascatas e voltar, caminhamos, subimos, descemos, entramos na água, conhecemos outras pessoas, o lugar era realmente lindo. Mas a trilha era perigosa, ficamos uma hora e meia. Quando estávamos voltando o taxista estava lá no topo do morro gritando: “Listooooo? Vamossssss!”. Chegando ao taxi notamos certa diferença no taxista, parece que ele tinha dormido e tava zerado da cana. Voltamos novamente pela perigosa estrada, em alguns pontos tínhamos que descer do carro para que ele pudesse passar pela estrada acidentada. Voltamos a Sucre, na Plaza 25 de Mayo, combinamos com os cariocas de nos encontrar no dia seguinta as 10:00h da manhã no terminal rodoviário para seguirmos para Potosí. Despedimos-nos e cada um foi para seu Hostel. Chegando ao nosso Hostel, muito cansado, com muita dor de cabeça e enjôo (soroche) em virtude da altitude (2.800m), dormimos um pouco, o quarto estava vazio, as camas arrumadas, até estranhamos, as Americanas já tinham partido. Notando que tava tudo bem arrumado, deduzimos que estávamos sozinhos no quarto, ERRADO. Enquanto eu estava dormindo, chegou uma Canadense, muito simpática, me acordou e disse: “this is my bed!”, pedi desculpa, e fui pra outra cama. Quando acordei me desculpei novamente e viramos amigos. Ainda com muito soroche, fomos à farmácia e compramos Soroche Pills, é bater e valer contra a altitude. Fomos conhecer a noite Sucreña, a cidade é bastante agitada, muito movimento e Pub para todos os lados, sempre lotados. Cansados, voltamos para o Hostel, encontramos os alemães, conversamos sobre o dia em Sucre e fomos dormir para seguir para Potosí no outro dia pela manhã.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Santa Cruz de La Sierra - Bolívia

Santa Cruz de La Sierra-Bolívia, Sexta-Feira, 19 de Fevereiro de 2010.

Em Santa Cruz, na descida do trem já fomos logo abordado por uma agente da Interpol que estava totalmente descaracterizada, pediu os documentos e falou umas coisas que a gente já sabia. Fomos direto para o banheiro do terminal Bimodal, tomamos uma ducha (Bs. 3,00) e já estávamos novos novamente. Conhecemos o Campo Grande, uma figura que ficou com a gente até sairmos para Sucre, ele ia para La Paz. Fomos tomar café da manhã e retornamos para o terminal para esperar nosso ônibus que estava previsto sair as 14:00h (Bs. 80,00) da empresa 6 de Octubre. Antes de comprar fomos ver o ônibus, era bom, só tinha um remendo no pára-brisa com durepox, o vidro tava trincado. Enquanto esperávamos, o Campo Grande conheceu um casal do Rio de Janeiro, que consequentemente todos nós ficamos amigos e viemos no mesmo trem, mas não nos vimos. Os cariocas André e Maíla tinham a mesma rota que nós e seguimos viajem juntos. A paisagem era linda durante a viajem, mas a estrada de terra era horrível, e o motorista tinha o pé quente. Em certo ponto da estrada nos deparamos com um caminhão carregado de cimento que estava quebrado e impedindo a passagem de outros veículos, era noite, muito frio e colado a um abismo. Foi necessário reunir várias pessoas para descarregaram o caminhão, deixando-o mais leve para facilitar a remoção e desobstruir a passagem nos liberando para seguir viajem. Durante esse tempo em que ficamos parados conhecemos Peter e Katharina, dois alemães super simpáticos. Seguimos viajem e chegamos em Sucre por volta de 01:00h.

Corumbá-MS / Puerto Quijarro - Bolívia

Corumbá-MS / Puerto Quijarro-Bolívia, Quinta-Feira, 18 de Fevereiro de 2010.

Pela primeira vez, tomamos café da manhã, tivemos que acordar cedo para ir vacinar e ir até a ANVISA pegar o cartão de vacina internacional, já que estávamos com as passagens em mãos, com horário de saída previsto para as 16:00h. Chegando ao posto de saúde fomos atendidos rapidamente, fomos orientados que para poder entrar na Bolívia tinha que ter vacinado com 10 dias de antecedência, nos preocupamos mais uma vez, mas outras pessoas já falavam que não havia problema algum. Conferimos o número do lote da vacina no cartão para não ter problema com a ANVISA e fomos à busca do cartão internacional. Ao chegar, encontramos o aventureiro da bicicleta, disse que teve os mesmos problemas que nós. Enfim, conseguimos o tal cartão internacional, voltamos para o Hostel, fizemos o check-out e partimos para a fronteira. Chegando à imigração, apresentamos os documentos, carimbaram os papéis, nos devolveram tudo e estávamos dentro da Bolívia com tudo certo. Ufa! Conhecemos um carioca que se juntou a nós, ele estava em busca de uma passagem de trem, mas ele conseguiu fácil, foi no trem de 12:00h, o regional. Fomos até a Zona Franca de Puerto Aguirre, tudo muito barato. Voltamos até a estação ferroviária e esperamos até as 16:00h, horário de saída do trem. Enquanto esperávamos, conhecemos dois brasileiros que vivem em Santa Cruz, um senhor e uma senhora, ambos de São Paulo. Eles nos orientaram sobre a Bolívia inteira, ao falarmos nossa rota eles foram nos explicando sobre tudo que poderíamos passar, desde conhecer a maravilha que é o Salar de Uyuni até o nosso motorista de Potosí a Uyuni beber demais e cairmos num abismo. Embarcamos no trem, categoria Super Pullman, ar condicionado, restaurante que só tinha pollo e lanchonete que só tinha mixto quente. Era bem legal e apesar de ser chamado de trem da morte, não tem nada de apavorante, uma viajem muito tranquila.

Corumbá - MS 3

Corumbá-MS, Quarta-Feira, 17 de Fevereiro de 2010.

Um dia complicado e para variar acordamos tarde e perdemos novamente o café da manhã. Conversando com a Suellen, recepcionista do Hostel, nos orientou quanto ao acesso na Bolívia, tínhamos que ter em mãos o cartão de vacina internacional emitido pela ANVISA, com a vacina contra febre amarela em dia, eu estava com meu cartão de vacina nacional, mas com a vacina vencida e o Jonathan nem cartão de vacina tinha. Como era quarta-feira de cinzas esperamos até 14:00h para irmos até a ANVISA tentar conseguir um cartão de vacina internacional. Chegando lá esperamos um pouco e conhecemos outras pessoas na mesma situação que nós, o marinheiro que nos recepcionou disse que só iríamos conseguir o cartão se tomássemos a vacina e no cartão de vacina tinha que constar o número do lote da vacina. Orientou-nos ir à cidade mais próxima, em Ladário, que fica a 6km de Corumbá. Um aventureiro que conhecemos, residente em Santa Catarina, foi de bicicleta. Nós fomos de coletivo (R$1,50), chegando lá: PONTO FACULTATIVO no posto de saúde, igual em Corumbá, viajem perdida. Voltamos para Corumbá e fomos tentar safar outro problema, a passagem de trem. Novamente conversando com a Suellen, surgiu a luz no fim do túnel, um rapaz chamado Ruy, que inclusive faz propaganda no Orkut, garantiu que conseguia a passagens. Fechamos a compra 50% mais caro, mas não tivemos alternativa e não queríamos ficar mais em Corumbá. Como havíamos feito o check-out pensando que íamos vacinar, pegar a carteirinha e conseguir a passagem no terminal de Quijarro... Reingressamos no Hostel, nova diária para tentarmos resolver tudo isso na quinta-feira pela manhã. Para relaxar depois desse dia estressante, fomos para o carnaval de rua.

Corumbá - MS 2

Corumbá-MS, Terça-Feira, 16 de Fevereiro de 2010.

Outra vez dormimos demais e perdemos o café da manhã. Saímos novamente pela cidade, sempre caminhando a pé, a cidade é pequena e o calor é insuportável. Encontramos uma agência que disponibilizava um passeio pelo Rio Paraguay na chalana Pérola (R$60,00), conduzida pelo guia Ernesto, que saia as 12:00h e retornava as 16:00h, estava incluso no passeio pão com linguiça, caldo de piranha, caipirinha e almoço, super almoço com bobó de pintado, uma delícia. Com o aluguel de varas e iscas (R$3,00), pescamos no Rio Paraguay, mas não pegamos nem piranha. O passeio foi bem animado, música ao vivo, o pessoal dançando no interior da chalana, muito divertido. Tinha um senhor, apelidado de “maratona” que não parava quieto um minuto só, subia e descia as escadas e andava de um lado para o outro e sempre com uma latinha de Skol na mão. No final do passeio ele já estava mais pra lá do que pra cá e dançava como se tivesse 18 anos. Muito divertido. Retornando do passeio tomamos um banho na fonte da praça e visitamos o Muhpan (Museo Histórico do Pantanal), depois voltamos para o Hostel, descansamos um pouco e depois caímos novamente no carnaval, foi o dia mais divertido, ao final dos desfiles teve um show com Arlindo Cruz. Em nossa programação, partiríamos hoje para Quijarro, mas não encontramos passagens. Tentamos comprar em uma agência indicada pelo Hostel, deixamos o dinheiro e tudo com a recepcionista da agência, mas o trem que ia sair na quarta-feira foi cancelado. Pegamos o dinheiro de volta, trocado em dólar, boliviano e real, mas pegamos tudo de volta. Esperamos passar o Carnaval para normalizar as saídas dos trens.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Corumbá - MS

Corumbá-MS, Segunda-Feira, 15 de Fevereiro de 2010.

Dormimos muito e perdemos o café da manhã. Levantamos e fomos andar pela cidade, estava um calor infernal, parados na sombra estávamos suando, sem falar dos mosquitos que faltavam nos carregar, repelente de 20 em 20 minutos. Conhecemos uma parte da cidade, havia pelas ruas várias bandas tocando marchinhas de carnaval, animando o centro da cidade. Fomos procurar a rua e a casa onde o Jonathan viveu, mas encontramos somente a rua, a cidade está muito modificada. Conhecemos o famoso Rio Paraguay, bonito, extenso e cheio de mosquitos próximo a ele. Nesse mesmo dia fomos até Puerto Quijarro para tentar comprar as passagens de trem para Santa Cruz de La Sierra, fomos de coletivo até a fronteira (R$ 2,00) e da fronteira até o terminal ferroviário de taxi Boliviano (R$ 10,00), caro, mas precisávamos comprar as passagens. O Taxi era um carro Japonês que tinha o volante do lado direito e os Bolivianos adaptaram para o lado esquerdo, ficando um buraco no lugar de origem do volante junto com o painel de instrumentos, muito engraçado. O taxista nos esperou até irmos ao terminal ferroviário, mas nos cobrou mais R$ 10,00. Chegando no terminal a bilheteria estava fechada e o Boliviano que tomava conta do local foi grosso e mal educado ao perguntarmos sobre as passagens, voltamos para Corumbá sem passagens e sem orientação, fomos para o Hostel e curtimos uma piscina, não estava mais aguentando o calor. Ao anoitecer, saímos novamente para a rua, já estávamos mais familiarizados com o carnaval de Corumbá e essa noite foi muito divertida. Por curiosidade, em um momento na noite nos passamos por gringo para testar a honestidade do Corumbaense, conhecemos uma mulher que estava com sua enteada, fingíamos não entender nada que ela estava falando, para ela éramos Norte Americanos, ela falava que ia nos levar para conhecer o Carnaval, mas de 3 em 3 minutos ela falava: “Paga uma cerveja para mim? Vocês gostam de cerveja? Vamos ali pra vocês pagarem uma cerveja pra mim...”, queria que a gente bancasse ela. Quando ela saiu na frente em direção ao bar, Jonathan e eu tomamos outro rumo, indo para bem longe dessa garota.

Bolívia 2010

Mochileiros:
Flávio Fernandes – Universitário – flaviofa@gmail.com
Jonathan Thiago – Universitário - jonathanthiago@gmail.com

Destinos: Campo Grande-MS, Corumbá-MS (carnaval), Puerto Quijarro, Santa Cruz de La Sierra, Sucre, Potosí, Uyuni, Salar de Uyuni, La Paz, Copacabana, La Paz e Santa Cruz de La Sierra – Bolívia.


Brasília – DF, Domingo, 14 de Fevereiro de 2010.

Seguimos para o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, onde tomamos um vôo as 10:20h para Campo Grande-MS, com escala em Cuiabá-MT. Um vôo tranquilo. Chegando a Campo Grande, seguimos a pé para o ponto de ônibus, como era Domingo, poucos ônibus circulando e preferimos pegar um taxi direto para o terminal rodoviário (R$15,00), o taxista era muito louco, entrava nas rotatórias cantando pneu, passou em todos os sinais vermelhos e ainda dizia: “hoje é Domingo, é um dia parado”, entrava em ruas sem saída, dava voltas e voltas, parecia ter tomado umas. Chegando ao terminal rodoviário fomos ao guichê da Viação Andorinha e compramos as passagens para Corumbá (R$ 71,70), partindo as 15:00h e com previsão de chegada as 21:00h. Esperamos 3 horas até o embarque, tomamos um chopp e caminhamos ao redor do terminal. Viajem tranquila até Corumbá, ônibus confortável e cumprindo o horário.
No terminal rodoviário de Corumbá, perguntamos ao taxista quanto nos cobrava para nos levar até o Hostelling International Corumbá, nos enrolou, contou várias histórias e não quis nos falar a quantos quilômetros estávamos do Hostel, nos cobrou R$15,00 para andar 3 (TRÊS) QUADRAS, um absurdo, dava pra ir a pé.
Chegando ao Hostel, estava tudo certo com as reservas e fomos conhecer nosso “cafofo”, quarto duplo, ventilador, ar condicionado e banheiro compartilhado. Piscina em frente ao quarto e cozinha. Após conhecer o cafofo fomos ao centro da cidade conhecer o carnaval. Carnaval com escolas de samba, tudo muito organizado, a cidade tava muito cheia e por estarmos próximos a fronteira havia muitos bolivianos na cidade.
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