terça-feira, 30 de agosto de 2011

Cachoeira da Jibóia - Uruana de Minas - MG


26, 27 e 28 de Agosto de 2011.
Cachoeira da Jibóia - 144m
 
Uruana de Minas - MG
A viagem foi organizada através do Grupo de Caminhada Brasília - DF (http://caminhadadf.blogspot.com), por Maria Clara, Marlon e eu. Saímos de Brasília dia 26 às 21h00min e seguimos rumo a Cachoeira da Jibóia, localizada no município de Uruana de Minas-MG, 90 km depois da cidade de Unaí-MG e passando por Guarapuava-MG. 
Entrada para cachoeira
A entrada para cachoeira fica após a descida da serra numa entrada a direita antes de chegar a Uruana. Para quem não conhece, não aconselho ir à noite. A única referência da entrada é uma placa fixada na cerca de difícil visibilidade. A estrada está ótima, saindo da rodovia tem mais 6 km de estrada não pavimentada com alguns locais bem acidentados, chegando próximo a cachoeira é necessário atravessar um pequeno riacho seguido por uma subida bastante inclinada, é o ponto mais complicado de todo trajeto. 
Acampamento
Chegamos à área de Camping e encontramos duas pessoas já acampadas, nos instalamos bem próximo da trilha que dá acesso a cachoeira. Fizemos uma fogueira e em seguida fomos brindar a viagem com uma cerveja gelada, ao som das águas da cachoeira caindo a 144m de altura que estava cerca de 150m do nosso acampamento mais o rio que passava a beira de nossa fogueira, preparamos algo para comer, conversamos e fomos dormir. 
Acampamento
No dia seguinte, recebemos a visita de mais dois caminhantes do grupo, Mariela e Dario, dois Argentinos que confessaram estar rendidos a beleza do nosso Brasil. Tomamos um bom café da manhã, nos organizamos e pegamos informações com as outras duas pessoas que já estavam acampados sobre como chegar até o topo da cachoeira. 
Rio Jibóia
A subida é íngreme e a caminhada pelo cerrado deixa alguns arranhões, nos perdemos, seguimos a trilha das vacas e com muita compreensão e apoio dos cinco caminhantes, tiramos isso de letra. Logo reencontramos a trilha e o topo cachoeira. Subimos em 01h30min. Fomos surpreendidos pela beleza lá de cima e encontramos outra cachoeira de aproximadamente 10m antes da queda de 144m, poços excelentes para banho e locais com hidromassagens naturais.
Marlon cozinhando
Passamos o dia inteiro lá em cima sem nenhuma vontade de descer, a vista do topo da cachoeira mostrada o quão belo é o cerrado. Iniciamos a descida no final da tarde, caminhamos num bom ritmo e encontramos a verdadeira trilha onde é menos inclinada, a descida foi rápida. Retornando ao acampamento, fomos agradecer as dicas para os amigos do camping e eles nos deram uma panela com galinhada, foi um complemento para o jantar. 
Rio Jibóia visto de cima
Fomos até a cachoeira por baixo, fizemos algumas fotos e nos despedimos de nossos novos amigos Mariela e Dario, que não poderiam acampar por motivos profissionais no dia seguinte. Apesar da vontade de ficar, foram embora encantados com a Cachoeira da Jibóia. 
Estrada chegando à cachoeira
Nós fomos tomar banho e depois auxiliamos o Marlon na preparação do jantar, enquanto isso, saboreávamos um bom vinho. Após o jantar, ficamos reunidos a beira da fogueira nos programando para o dia seguinte e em seguida fomos dormir. Essa noite foi longa, eu não consegui dormir direito e parecia ouvir alguma coisa caminhando próximo ao acampamento, pela manhã quando acordamos, a Clarinha e o Marlon também disseram que ouviram, segundo o Marlon, quando estava indo para a cachoeira tinha visto um animal parecido com um lobo, talvez ele nos tenha feito uma visita pela madrugada. 
Dario, Mariela, Marlon, Clara e Eu
Tomamos café, desmontamos o acampamento e fomos à busca da estrada que nos levasse direto até o topo da cachoeira. Pedimos muitas informações com os moradores da região até chegar à casa do Sr. Zé Bonzinho, isso mesmo, foi como ele se identificou. Típico do interior de Minas Gerais, sem nos conhecer, nos convidou para tomar café em sua casa junto com sua esposa enquanto nos orientava como chegar até a cachoeira por cima. Daí entendemos o porquê de seu nome. 
Trilha para o topo da cachoeira
Seguimos em busca da estrada, após muito sobe e desce, encontramos outros moradores que nos ensinaram o caminho correto, dizendo que havíamos passado por ela, a referência é a ponte de madeira, retornamos e seguimos uma trilha de aproximadamente 100m e lá estávamos novamente no topo da cachoeira. Passamos o resto da tarde por ali, apreciando mais uma vez a beleza do cerrado. 
Desbravadores do Cerrado
No final da tarde, nos despedimos da belíssima Cachoeira da Jibóia e retornamos para Brasília. É complicado descrever como chegar à cachoeira por cima, as referências são casa ou colchetes, e isso tem por toda parte. A única forma de tentar explicar, já que nem o site oficial da cidade de Uruana ajuda por estar desatualizado falando que de Guarapuava até Uruana são 36 km de estrada não pavimentada, mas na verdade toda estrada está pavimentada, é que ao voltar da cachoeira por baixo, pegamos a estrada pavimentada sentido Unaí, após subir a serra observa-se a esquerda um pneu com adesivos refletores, ali é a entrada para chegar por cima, a partir de lá, vamos colhendo informações nas residências, onde todos os moradores nos trataram muito bem. 
Rio Jibóia desde o topo
Chegando a Brasília, fomos brindar a viagem e comer uma pizza. Foi uma ótima viagem, desbravamos o cerrado, fomos surpreendidos ao chegar ao topo da cachoeira pela beleza natural. Seguimos firmes na trilha, destaque para Clarinha e a Mariela que não desistiram em nenhum momento apesar da dificuldade da subida.



Eu, Marlon, Sr. Zé Bonzinho e sua esposa.






Topo da Cachoeira



Um comentário:

  1. Show de bola muleke!!
    Pode crer!!!

    Se a patroa la em casa topasse acampamento.. tava feito!!!

    Abraços!!!

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